ROBERT DOISNEAU

Nascido na cidade de Gentilly (em 14/4/1912), Robert Doisneau, desde o início da carreira, se mostrou apaixonado pelas ruas. Influenciado pelos trabalhos de Henri Cartier-Bresson, Eugène Atget e André Kertész, ganhou fama por fotografar a vida social de Paris e dos arredores, sem distinção de classe social: uma visão da fragilidade humana e das contradições da vida. Se tornou tão popular que muitas de suas imagens – principalmente as do período entre o fim da II Guerra até os anos 1950 – são vendidas até hoje na França como calendários e postais, com destaque para "O Beijo do Hotel de Ville" (“Le baiser de l´Hôtel de Ville”), de 1950 (foto acima), talvez sua fotografia mais icônica – que faz parte da exposição.
“Há pelo menos três grandes exposições sendo montadas ao redor do mundo com retrospectivas da obra de Doisneau nesse centenário. No Japão, Bélgica e, claro, na França. Como difusores da cultura francófona no Brasil, nós, da Aliança Francesa, nos sentimos quase que na obrigação de resgatar – ou mesmo apresentar – o trabalho de Doisneau para o público brasileiro”, justifica Yann Lorvo, diretor geral da Aliança Francesa no Brasil.
Ao longo da carreira, o trabalho de Doisneau foi publicado em mais de 20 livros. Foi tema de cerca de nove filmes, incluindo o curta-metragem "Le Paris de Robert Doisneau" (1973) e “Bonjour Monsieur Doisneau” (1992), realizado pela atriz Sabine Azéma. Entre os prêmios, destacam-se o Grand Prix National de la Photographie (1983), o prêmio Kodak (1947), o prêmio de Balzac em 1986 (Honoré de Balzac) e o Prêmio Niépce em 1956 (Nicéphore Niépce). Robert Doisneau morreu em 1994.